
ARTISTA
SOBRE O ARTISTA
Pintura · Abstração cromática · Construção visual
Eduardo Sued nasceu no Rio de Janeiro em 1925. Formou-se engenheiro pela Escola Nacional de Engenharia em 1948, mas sua trajetória tomaria outro rumo: no ano seguinte, iniciou estudos de desenho e pintura com Henrique Boese. Entre 1950 e 1951, trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer antes de partir para Paris, onde frequentou as academias La Grande Chaumière e Julian.
De volta ao Brasil, desenvolveu uma poética abstrata singular, construída sobre campos de cor de grande rigor e plasticidade. Para o crítico Ronaldo Brito, Sued é "o grande desinibidor das linguagens abstratas, de origem construtiva, na pintura moderna brasileira" — um artista que rompe com o figurativo para projetar, em telas de dimensões monumentais, a energia pura da cor como experiência visual e sensorial.
Sued acredita na pintura como um fazer intelectual, solitário e meditativo. Em mais de três décadas de produção, nunca cristalizou sua linguagem em estruturas preconcebidas, mantendo a experimentação como princípio: "Experimentar é aceitar o desafio da dúvida. Sou pintor enquanto artista que experimenta."
POÉTICA DO ARTISTA
Eduardo Sued é, antes de tudo, um colorista radical. Suas telas projetam campos cromáticos precisos e vibrantes que expandem o espaço da pintura para além de seus limites físicos — grandes superfícies organizadas por uma geometria fora dos eixos, que faz a cor pulsar como matéria viva. Uma obra que recusa qualquer fórmula e afirma a liberdade como condição da pintura.
TRAJETÓRIA
1925
Nasce no Rio de Janeiro.
1948
Gradua-se pela Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro.
1949
Inicia estudos de desenho e pintura com Henrique Boese.
1950—1951
Trabalha como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer.
1951
Viaja para Paris, onde frequenta as academias La Grande Chaumière e Julian.
1956
Inicia carreira docente, lecionando desenho e pintura na Escolinha de Arte do Brasil.
1958—1963
Ministra aulas de desenho, pintura e gravura na FAAP, em São Paulo.
1964
Volta a morar no Rio de Janeiro. Publica o álbum de águas-fortes 25 Gravuras.
1970
Participa da Bienal de San Juan de Gravura Latino-Americana e da Bienal Internacional de Gravura na Polônia.
Atualidade
Mantém produção ativa, com obras nos acervos do MAM-Rio, do MASP e do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, entre outras instituições.
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